06/06/2010

Maybe

Sabe quando você vê um filme ruim se repetindo diante dos seus olhos e torce pra que você esteja enganada em relação ao que está vendo? Então, eu tô torcendo, porque ó: dolorido, viu?

Nessas horas meu escape é chorar e escrever. Como me recuso a chorar por certas coisas, tô aqui, escrevendo. Na verdade já coloquei tudo num papel, tô passando pra cá só algumas partes, só o que é publicável.

Uma vez uma velhinha com quem eu gostava de conversar (sim, bato papo com velhinhos quando tô de bom humor) me disse uma coisa simples mas de grande valia, como quase tudo que os velhos dizem. Ela virou pra mim, sorriu um sorriso singelo e disse: "Nathália, aprende uma coisa pro teu próprio bem: A gente não pode esperar das pessoas mais do que elas possam nos dar." Frase simples, mas que naquele momento da minha vida fez muito sentido e por isso guardei pra sempre.

Sempre que me decepciono com alguém lembro das palavras da dona Mafalda (é esse o nome da velhinha) e isso de certa forma me tras um alívio egoísta porque me faz pensar que se me decepcionei, a "culpa" é de quem me decepcionou e não minha, pois a pessoa realmente não era boa o suficiente para que eu esperasse algo melhor dela.

Se bem que nesse caso é diferente, não criei expectativas a tôa, não viagei loucamente e me dei mal por imaginar o que não era. Eu simplesmente acreditei no que ele me disse porque, até certo ponto, ele me provou ser verdade. Talvez meu erro tenha sido fazer o que ele me pediru: Eu confiei.

(...)e eu até bloqueio gente legal no MSN por questão de ética. Ou seja: sou babaca. E todo mundo tá cansado de saber que babacas só se fodem. =(

Hoje, 6 de junho de 2010, faz um ano e portanto seria uma data pra comemorar. Eu, tonta que sou, havia preparado um modo de marcar essa data. Mas, chegado o "grande dia", não tô com vontade. Chato isso, né? Mó vontade de chorar porque é IGUALZINHO ao que aconteceu da outra vez. Igualzinho.

Me sinto uma perdedora, uma idiota que erra sempre no mesmo ponto. Mas pensando bem, não fui eu quem errou. A dona Mafalda tem razão, talvez eu tenha esperado mais do que podiam me dar...

Enfim, escrevi muita coisa, isso não faz o menor sentido pra quem me lê (se é que alguém me lê. Ah! bjo, Douglas! S2), mas me sinto melhor desabafando aqui.

14/05/2010

Mulherzice nossa de cada mês

Eu não tenho TPM, o que eu tenho chama TDM. É a Tensão Durante a Menstruação. É sério!
Não tenho chiliques pré menstruais, eu tenho mimimis durante a mentruação. Fico sensível a qualquer estímulo emocional, por menor e mais idiota que ele pareça.

Costuma ser assim: Acordo feliz e bem humorada. Aí ouço/vejo/leio alguma coisa idiota que me entristece. Isso é o suficiente pra eu chorar, me deprimir, mudar de humor, começar a sentir coisas estranhas, achar que ninguém me ama e consequentemente deixar de amar todo mundo.
Dali a pouco eu vejo/leio/escuto uma idiotice que me faz rir e pronto, meu humor volta a ser o de antes, como se nada tivesse acontecido.

Nunca dou showzinho nem me stresso com ninguém, simplesmente fico muito triste ou muito alegre com uma facilidade absurda. O pior é que geralmente não percebo que tô chata e muito menos que estou em crise de TDM. Só vou me tocar da minha chatice no dia seguinte, quando já não dá mais pra consertar.

Ainda bem que isso dura no máximo dois dias e que não é todo mês que acontece.
Mas o caso é: Preciso aprender a calar a boca na TDM
Preciso aprender a calar a boca na TDM
Preciso aprender a calar a boca na TDM
Preciso aprender a calar a boca na TDM
Preciso aprender a calar a boca na TDM
Preciso aprender a calar a boca na TDM...

11/05/2010

E eu acho uma delícia a versão da Maria Gadu pra "Baba" (Baba Baby) da Kelly Key. Acho mesmo. Bem bom de ouvir!

28/04/2010

Reprodução de um diálogo REAL.

Hoje liguei num lugar para orçar o valor de uma divisória em acrílico e eis a pérola:

N - Bom dia! Vocês tabalham com acrílico?

X - Trabalhamos.

N - E pra fazer orçamento, pode ser com você?

X - Pode, pode sim. Só um momento que eu vou passar para a pessoa que faz orçamento.


*** Repare que a sujeita disse que podia ser com ela e me passou pra outra pessoa. Nem vou comentar, tá?


Y - Fulano de tal, bom dia.

N - Oi, Fulano. Vocês trabalham com acrílico, né?

Y - Trabalhamos sim.

N - Então eu queria orçar uma divisória de tantos metros, com... (especificaçoes técnicas do negócio).

Y - Fica em R$4.000,00.

N - R$4.000,00?! Tem certeza?! É que eu já fiz fiz alguns orçamentos e o seu tá uns R$2.500,00 acima da média...

Y - Mas é porque esse preço já inclui a instalação, o vidro que usamos é temperado e todo trabalhado...

N - Vidro? Mas eu pedi acrílico!

Y - Acrílico? Não trabalhamos com acrílico, senhora.

N - ¬¬

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22/04/2010

VDM

NOTA: Esse texto é um desabafo chato e entediante. Se vc for ler pra me criticar, me indicar um livro idiota de auto-ajuda ou pra vir me falar de preceitos religiosos que eu já conheça, por favor pare por aqui.
Grata.
Sabe quando você tá cansada, estressada, enfadada, de saco cheio e esgotada?
Sabe quando você se sente um vermezinho inútil e invisível?
Sabe quando você caminha, caminha, caminha e sente que não sai do lugar?
Sabe quando você se esforça e sabe que é merecedora de algo, mas mesmo assi o seu esforço não é reconhecido?
Então, é assim que ando me sentindo. Exagero meu? Não, não é.

Eu sou muito autocrítica, tenho mania de auto-análise e portanto já pensei e repensei incontáveis vezes o porque disso tudo, mas juro que tá difícil. Não acho que seja possível o mundo todo estar errado e só eu estar certa. Fico analisando minhas atitudes, minhas falas.. eu quero achar meu erro pra poder corrigir!! Mas juro que, nessa situação específica, não consigo achar que eu esteja errada.
Eu vejo muita pressão, muita tempestade em copo d´água, muito faniquito e criancisse por coisas fúteis enquanto o que realmente importa é deixado de lado. (E eu sou deixada junto)
Parece que aquela história de que "bonzinho só se fode" é verdade mesmo. Vejo tanta injustiça acontecendo...

Tenho buscado artifícios aliviadores, busco mudar minha rotina, fazer coisas que me dêm prazer, procuro comer coisas diferentes, andar por novos caminhos, falar com gente diferente, namorar mais, murmurar menos, ouvir mais música, rir mais, procuro evitar gente azeda...
Fazer tudo isso é bom e até ajuda, mas sabe de uma coisa? Não dá mais.

Essas coisas todas funcionam como válvulas de escape pra que eu não exploda por causa dessa pressão, mas já chega, a pressão nunca termina e eu vou ter que ficar inventando escapes eternos. Não é isso o que eu quero. eu quero é resolver o problema central.
Tenho 25 anos e minha vida tem andado bem diferente daquilo que sonhe pra mim. Tudo foi muito bem até os 21 anos mais ou menos, mas depois disso estagnou.
Isso não significa que minha vida seja uma merda e que eu odeie tudo, ao contrário, tô feliz com muuuitas coisas, mas tem uma área específica que tá me matando...
Ai talvez você diga: "Poxa, mas se isso te incomoda tanto, se você se sente tão mal e realmente acha que a culpa não é sua, mude! Parta pra outra!"
E você acha que não pensei nisso, espertão?! Se fosse fácil assim, pode estar certo que eu já teria feito.
Tenho amarras, impedimentos... Alguns mais fáceis de lidar, outros nem tanto.
Sei que, na medida do possível, me esforço, busco, tento, corro atrás... Afinal, nada cai do céu e não vai ser sentada aqui escrevendo isso que a minha situação vai melhorar. Isso aqui é só (mais um) escape, as atitudes vem sendo tomadas e eu tenho fé que as coisas hão de melhorar.
SÓ ESPERO QUE LOGO, PORQUE EU NÃO AGUENTO MAIS!!!

E espero que as atitudes que eu tô tomando agora não fiquem naquelas de andar, andar, andar e não sair do lugar.

09/04/2010

Me irrita

Eu fico com muita raiva quando peço um favor a alguém, a pessoa diz que vai fazer e não faz.
Poxa, eu pedi um favor, é diferente de mandar fazer uma obrigação. A pessoa tem a opção de dizer que não pode, que não quer, que tá ocupada, que não tá afim...

Mas dizer "deixa comigo", você ficar contando com aquilo e a pessoa não fazer, me deixa bem irritada.

06/04/2010

E aí que o fulano é quietinho, na dele.
Quando fala, fala baixinho, fala com educação, com respeito, sabe o nome de cada uma. Gente que chama a gente pelo nome é um luxo nesse mundo egoísta e grosseiro.
Outro dia ele estava sorridente, cantando pelos cantos. Perguntaram o motivo e ele respondeu orgulhoso que acabara de saber que sua esposa estava grávida. "Vou ter um filho com a mulher que eu amo. Tomara que se pareça com ela, ela é linda".
Achei aquilo tão fofo! Simples e fofo. Fofo justamente porque foi simples, foi sincero, foi bonito de ver.
Hoje ele me sorriu um oi, pediu licença pra passar e pediu desculpa por sem querer ter pisado no meu pé.
Oi, sorriso, desculpe, com licença... Fazia tempo que eu não via e ouvia essas coisas.