24/07/2009

Menina macho, mas nem tanto...

Fui afrouxando, cedendo, escorregando, quase indo... mas não fui. Me segurei e repeti todo aquele discurso de mulherão decidida, mas no fundo, só eu sei que eu não estava tão decidida assim. Aí vem um e cutuca minha indecisão, vem outra me dá um chacoalhão (que talvez eu estivesse mesmo precisando...), daí vem uma música e reafirma tudo. E a propensão a me derreter e sair escorrendo só aumentando.

Para amenizar a situação esqueço o mundo real e vou pro virtual. Entro no orkut e a Sorte de Hoje me diz: "Não tenha medo de ir e não valer a pena; só tenha medo de ficar parado".
Que merda! Não dá pra fugir. A frase idiota do orkut tem tudo a ver com o que me falaram, com o que eu estava sentindo, com o que a música me disse e com a sacudida que a Ana me deu. Será que o universo está mesmo querendo me dizer algo?

Não, não está. Ou até está, mas ele está errado. Ele e a mulherzinha frouxa que mora aqui dentro. A realidade tá aí, nua e crua, pra quem quiser ver. Basta 40 segundos de conversa fútil no msn pra me por no lugar e me mostrar o mundo cão, as pessoas frias, a superficialidade das relações, minha realidade bife e a solidão eterna a qual eu me condenei.

Seja macho, Nathália, seja macho!

19/07/2009

Acerca das máscaras, dos rótulos e da verdade.

Sabe, as pessoas deveriam vir com rótulos. Sim, rótulos de identificação com dizeres como "contém x% de falsidade" ou "em situações y costuma descontrolar-se e partir pra porrada acabando com a sua noite" ou até quem sabe "confiável, bom guardador de segredos".

Eu sei que se as pessoas viessem assim, devidamente identificadas, muito da vida perderia a graça, mas certamente nos machucaríamos menos, faríamos menos mal a nós mesmos e evitaríamos muitas desgraças.
As vezes conhecemos alguém que, a princípio, não fede nem cheira. Com o tempo vamos nos aproximando, a convivência vai se intensificando por um motivo ou outro e a pessoa passa a ser um colega, um companheiro de alguma coisa ou até mesmo um amigo. E é só aí, na convivência intensa, na troca de experiências, no se envolver, no ter que confiar que a gente vai descobrir quem é aquela pessoa de verdade. Só que aí meu caro, se a pessoa não for legal, vai ser tarde demais. Vocês já são amigos, já se envolveram, já trocaram segredos, expectativas foram criadas, sentimentos foram construídos e certamente serão frustrados.

O que fazer então? Fechar-se numa caixinha e viver alheio ao mundo e as pessoas?? Tornar-se um serial killer, escolher um critério de "eliminação" e "eliminar" todo mundo que se encaixar nesse seu critério?? Não ser amigo/colega/namorado/companheiro de mais ninguém? Acho que não é essa a solução... A vida tá aí pra ser vivida. Eu pelo menos penso assim.
Então temos que continuar tudo como antes, conhecendo pessoas, nos entregando, nos decepcionando, nos machucando por causa dos outros... Também não. Acho que dá pra tirar lição de quase tudo que a gente vive.

Com o tempo (e com os tombos) a gente vai aprendendo a distinguir melhor as pessoas e a selecionar com mais critérios as amizades, mas isso ainda não garante uam vida de sucessos. Por mais critérios que se use e por mais sabedoria que se tenha não existe um método eficiente de saber se a pessoa é ou não digna da nossa confiança sem um mínimo de convivência. (convivência essa que tras o envolvimento e a decepção).
Acho que não esperar das pessoas mais do que aquilo que elas possam nos dar é um bom começo, mas não é tudo.

Pra piorar a situação, as pessoas usam máscaras sociais. Figem ser o que não são pra parecerem menos piores do que aquilo que realmente são. A sociedade é cheia desses joguinhos, dessas relaçãoes de "você finge que faz, eu finjo que acredito e a gente finge que tá tudo bem". Eu acho isso tão ridículo! Se as pessoas jogassem limpo, se tirassem as máscaras, se parassem de fingir ser o que não são pra que a sociedade finja que as aceita, seria tudo muito mais fácil, a vida certamente seria mais simples. Seria, mas não é.

E quando você tira a sua máscara e resolve ser você mesmo, assumindo sua mesquinheza, suas falhas, sua humanidade, você passa a ser apontado, passa a ser julgado e condenado por um crime que se quer existe: o crime de falar a verdade.
Poxa, qual o problema em assumir ser aquilo que a gente realmente é??
Só é possível corrigir um erro a partir do momento que se reconhece o erro. É por isso que eu tenho essa mania de auto-análise e é por isso que as vezes eu chego a pensar demais e viver de menos. Eu tento de verdade descobrir meus erros e consertá-los pro meu próprio bem o pro bem dos que convivem comigo.
Eu não acho que seja feio assumir um erro diante dos outros e pedir desculpa por ter errado. Feio é fingir que não errou e passar por cima do sentimento dos outros. Disso sim eu teria vergonha.

Não, eu não sou perfeita. Não, não sou o ser humano mais humilde da face da terra. Não, eu não sou Mahatma Gandhi, não sou Olga Benário, não sou Oskar Schindler, não sou Ernesto Guevara nem qualquer outra pessoa que tenha dado sua própria vida em favor de uma causa ou de outras vidas, mas eu juro que tento ser legal, eu tento ser bacana, eu tento ser sinsera com outros e comigo mesma. Eu tento não usar máscaras e deixar meu rótulo bem visível.

Sei lá, tô escrevendo, escrevendo, escrevendo e acho que não tô sendo clara porque é difícil expressar em palavras pensamentos que por si só são confusos. Mas é isso, as pessoas deveriam vir sem máscaras e com rótulos. Talvez a vida fosse mais sem graça, mas certamente seria menos dolorida.

Diálogo

- Já reparou como a gente se dá bem? (olhar carinhoso)

- Neah? (sorriso bobo)

- Eu seria capaz de ficar aqui, juntinho de você, desse jeitinho que a gente tá por um mês inteiro. (carinho no rosto+beijinho na testa)

#Cara de nada

- Só assim, abraçadinhos, juntinhos, conversando, fazendo nada. Sabe?

- Tenho certeza que em 3 dias vc não me suportaria mais...

- Você é sempre exagerada assim?

- Não é exagero, é verdade. Eu sou chata.

- Eu não acho.

- Mas sou.

- Você é especial.

#Sorrisobobo... Suspiro... - As coisas não são simples assim...

- Que coisas?

- Sei lá...

- Tá falando da gente?

- Uhum. Ah, não sei, na verdade nem existe "a gente".

- Mas eu gosto de você.

- Não é só questão de gostar...

- É questão de que então?

#caradenãosei + leve suspender de ombros.

...

...

...

- Mas e você?

- O que?

- Assim, eu gosto de você e ...

- Se eu gosto de você?

#balançar positivo de cabeça + Olhar baixo de timides.

- Se eu não gostasse de você eu não estaria aqui agora.

#cara de alívio. ... - Então, a gente se curte, a gente tá aqui e tal, é porque já tem "a gente". #apertando mais o abraço.

-Você sabe que não é bem assim. Não é só isso.

- Você complica as coisas! (afrouxando o abraço)

- Eu avisei que sou chata. (riso irônico)

=/

Seria muita ingenuidade da parte dele pensar que em pleno sábado, 1:20 da madruga (então domingo na verdade), enquanto ele estava lá, de bobeira, pensando nela, ela poderia estar...

Bem, seria muita ingenuidade, mas ele pensou.
Ele não é ingênuo, só é idiota mesmo...

17/07/2009

Frase solta

Quieta no meu canto, ouvindo música, me prendi a uma frase solta no meio de uma das músicas:

"Acho que é bobagem
A mania de fingir
Negando a intenção" (Lulu Santos, "Um Certo Alguém")

Embora eu já tenha escutado e cantado essa mesma música incontáveis vezes, nunca tinha percebido essa frase.
Concordo com ele.

16/07/2009

Uma vez por mês...

Um brigadeiro gigante, três trufas (maracujá, morango e prestígio) de uma só vez, ouvindo Vanessa da Mata desde cedo e uma vontade absurda de receber elogios. TPM, oi?

13/07/2009

Sobre Carol

Sempre que nos vemos eu me divirto horrores. Gosto pra caramba de sair com ela porque ela é expontânea e me faz rir.
Ela chega chegando e faz o que tem vontade de fazer. É uma mulher de atitude e me parece que ela não se importa com o que vão falar das atitudes dela.

Ela sempre atrai a atenção de um modo positivo e tem consciência disso. Aliás, tenho certeza que ela faz de propósito.
Segura de si, um mulherão, ela sempre consegue o que quer.... Acho que ela consegue o que quer justamente porque sabe que vai conseguir, é a segurança que ela transmite que convence as pessoas.
Ela fala coisas que eu gostaria de falar mas não tenho coragem. Diz o que pensa mas sem falar merda.
Ela ri, ela abraça, ela brinca, ela ousa... Ela transpira sensualidade sem ser vulgar.

Estávamos todos juntos na balada quando ela começou a dançar. Parecia que o mundo ao seu redor parou para vê-la. Ela dança como eu gostaria de dançar.
Nesse dia um amigo nosso me falou que ela tem jeito de mulher safada. Talvez ela acabe transmitindo essa imagem em alguns momentos, mas, conhecendo-a como eu conheço, acho que isso tudo é só o jeito dela, é algo natural e que ela não faz com malícia.

Pode parecer bobo, mas as vezes eu queria ser igual a ela.